Também fiz minha primeira zine, uma coisa muito legal e importante pra mim. Apesar dela ser curtinha (tem 6 páginas no total), ela foi bastante trabalhosa porque tive que fazê-la e imprimi-la em uma semana a tempo de uma feirinha bacana na minha cidade. A zine se chama "rolê" e minha ideia era de fazê-la saltar por entre as páginas, entrando como uma intrusa em diversos meios, por exemplo uma carta de tarô, fotos de photobooth, entre outros; sempre mantendo um contato visual meio cúmplice com o leitor. Essa foi a ideia primária, é claro que o que saiu disso e o que cada um pode interpretar é bem distinto. Já que eu sou muito ansiosa não aguentei e já coloquei ela disponível na íntegra no issuu:
Só depois eu percebi que talvez eu tenha tido subconscientemente me influenciado pelo filme O Fabuloso Destino de Amélie Poulain. A personagem principal também se adapta nesses diversos cenários, e está sempre buscando alguma ligação com as pessoas a sua volta, apesar de ela própria sentir-se um tanto quanto isolada. Mais explicitamente, tem algumas cenas do filme que remetem bastante ao que eu pensei:
Eu acho que também estou finalmente aprendendo a pedir ajuda e falar com as pessoas. Eu estava no supermercado ontem e completamente perdida porque não conseguia achar o arroz que vem no saquinho e é mais rápido de preparar (não iremos questionar aqui minhas habilidades culinárias ok? ok) e eu pedi ajuda pra essa moça e falei que não sabia cozinhar muito bem e ela me ajudou a procurar e depois ainda me recomendou um tempero! Eu sei que tudo isso pode parecer bobo mas aquilo simplesmente me fez enxergar que talvez as pessoas não sejam sempre tão cruéis e mal intencionadas como eu penso, que existem pessoas dispostas a ouvir e ajudar, e que às vezes ter a coragem e a humildade de pedir ajuda é importante. Talvez agora tudo isso soe um tanto quanto ingênuo. Talvez eu esteja tendo meu momento Amélie Poulain. Whatever.
Agora umas citações legais que expressam todas esses ~momentos~ de realização e emoções que tenho sentido nesse primeiro mês do ano:
"Everything changes when you start to emit your own frequency rather than absorbing the frequencies around you, when you start imprinting your intent on the universe rather than receiving an imprint from existence." —Barbara Marciniak
"Ho lee shit. I’ve been having this thought a lot lately: “What if I tried my hardest with everything in my power to do the things I really want to do?” It’s kind of embarrassing to admit that I’m not already trying my hardest and also that this simple thought has only recently popped into my head. Every time I think this thought I start to feel nervous with excitement though."— comentário de uma leitora nessa matéria da RookieMag
E esse trecho de uma entrevista com a quadrinista Ellen Forney, cujo livro Parafusos eu li na virada do ano. Ela fala sobre como ela superou o medo de perder a sua criatividade tomando remédios psiquiátricos (uma coisa pela qual eu estou passando, também) e sobre como ela descobriu que se sente bem melhor sendo uma artista equilibrada do que assumindo aquele estereótipo de "artista louca":
RookieMag: Because so much of the struggle in the book is “Will I still be creative on meds?” I feel like scenes like this are part of the worry. Like, will I still have these connections, these ways to check in with the world unexpectedly or creatively or in ways that open my eyes and make me feel, without the mania.
Ellen: Right—OK, so here will be my analogy. [Laughs] You know how it is when you first totally fall in love with somebody, and you’re just like still crushing, like HEAD over heels, like, Awwwww! Like, I can’t even believe this experience would be happening! Right? And then let’s say that relationship extends into years. And then, ideally, four years down the line, you have this sense of deep love. And it’s still an extremely strong sense, and you can say that it’s even stronger because your feet are on the ground, and you can say, “I have this great thing.” It’s like that.
Eu acho que eu ainda não cheguei a esse ponto que a Ellen descreve, mas é onde eu quero chegar, e quero continuar tomando ação e caminhando em direção a isso.
xxx




Nenhum comentário:
Postar um comentário